Se o barco do acordo ortográfico está à beira do naufrágio, eis-me aqui com a minha vassoura: sou capitã! E vou ficar agarrada ao mastro, vou ser a última a pular para o mar. Nem sempre que falo de ortografia lembro de aprofundar a questão da convenção que subjaz essas escolhas. Falei, sem entrar na polêmica, em um dos últimos artigos do blog: leia aqui o artigo. A minha modesta opinião, de grumete da embarcação, é que os linguistas e os filólogos da nossa língua portuguesa não conseguem chegar a um acordo sobre a questão da reforma ortográfica. Uns, projetados para o futuro de uma língua global e globalizada, de língua franca, usada para trocas comerciais e projetos políticos mundiais; os outros, projetados para o passado e para a tradição, cuidadosos em preservar uma língua que todos os dias corre o risco de morrer com os velhos que se vão e levam consigo histórias, modos de falar, termos antigos que nem sempre são conservados pelo papel. Entendo a diferença de perspectiva...