Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo epônimos

Químicos aprovam nomes dos novos elementos da tabela periódica

Assinalamos uma notícia que anuncia os nomes dos novos elementos químicos da tabela periódica e indica as regras seguidas pela União Internacional de Química Pura e Aplicada para estabelecer as novas denominações. As novas palavras aceitas pela instituição são classificadas como "epônimos". O epônimo é um nome próprio usado para designar outro nome. Em português, usamos genericamente este termo, mas eu prefiro chamar os neologismos formados a partir dos nomes próprios de "deônimos", para marcar que se trata de palavras derivadas. Apenas outra observação, não bem esclarecida no artigo: "Nihon" não é uma simples palavra de origem japonesa (de fato, apenas isso não a caracterizaria como deônimo), mas "Nihon" é o modo mais comum de pronunciar "Japão" em língua japonesa. Isso abre uma outra questão interessante: o fato de muitos países possuírem um nome em língua local e outro ligado ao contexto histórico. Isso ocorre, por exemplo, com...

LÁ VAI BARÃO!

Quem tem uma certa idade lembra da expressão usada nos anos Oitenta para referir-se ao dinheiro no Brasil. Era época de inflação altíssima, ou hiperinflação, e as notas de mil cruzados, com a imagem do Barão de Rio Branco escorriam dos bolsos como areia entre os dedos. O "barão", gramaticalmente falando, é uma metonímia. O Barão, sendo também nome de pessoa, é mais um dos tantos epônimos que usamos no cotidiano em português, quer dizer, uma palavra originária de um nome próprio que se presta para nomear outra coisa. No Brasil usamos muitos epônimos, e não apenas na área científica, na qual uma norma internacional recomenda a sua abolição, mas persistem. Na medicina, por exemplo, há inúmeras doenças cujos nomes são associados a nomes de pessoas - geralmente pacientes ou médicos envolvidos com o diagnóstico. É o caso do mal de Parkinson, do mal de Chagas, da síndrome de Asperger, mas também outros nomes próprios podem estar na base de um epônimo, como a síndrome de Estocolm...

PROCURA-SE TELÊMACO

Telêmaco? Telêmaco, filho de Ulisses, cansado do assédio à sua mãe (e ao trono de Ítaca), um dia decide meter mãos à obra e ir em busca do pai. Segue o trecho, da ótima edição da Cultrix, em que o rapaz anuncia a sua intenção: É isso aí. Precisamos de telêmacos. É ótimo ter ideias, mas é fundamental colocá-las em prática. É uma pena que a figura de Telêmaco não tenha o mesmo prestígio que a do Mentor (daí o epônimo mentor, em português e em outras línguas neolatinas). Mentor era o tutor de Telêmaco, pessoa de total confiança de Ulisses, como mostra o trecho que dá prosseguimento à fala do jovem: É uma grande falha confundir Mentor com um mentorzinho qualquer. O mundo está cheio de gente que tem opinião sobre tudo, sugestão para tudo e até solução para todos os males. Mas vejam o que diz Mentor diante do vazio de poder que se instalara em Ítaca e do caos que ameaçava Penélope, o filho Telêmaco e, consequentemente, toda a cidade: Mentor não recrimina os pretendentes, que, ...