Há algumas semanas fui apresentada a uma colega de profissão que, ao saber que era brasileira, comentou: “ah, você escreve em português do Brasil...”. Eu corrigi: “não, escrevo em português do acordo”. Quando mencionei o “Acordo” vi uma nuvem em seus olhos. A questão continua causando grandes debates. Então corrigi as minhas palavras: “... ou do desacordo, como quiser”. Ouvindo trocadilho, a colega que tinha feito as apresentações correu para apagar o fogo: “hoje é dia de festa, não vamos brigar por isso”. E quem pensava em brigar? Eu estava apenas brincando para não dramatizar uma questão que poderia ter sido de fato (ou facto) a melhor ocasião dos últimos tempos para ficarmos unidos pela língua. Ficar unido não é ficar igual, não é estabelecer um patamar medíocre, mas significa ampliar os nossos horizontes linguísticos e culturais, mantendo a base ortográfica como plataforma comum. Todas as outras esferas da língua (lexical, semântica, sintática, pragmática)...
Amor pela língua portuguesa