Em inglês, a palavra do ano foi "pós-verdade". Em italiano, a palavra foi "webete" (sem tradução em português), mas sinônimo - talvez com um traço de ironia - de outro neologismo: "troll". Em português já absorvemos esse inglesismo, criando o verbo "trollar", com o famigerado gerúndio "trollando", e o substantivo "trollagem". Um pecado? A consoante L, que não deveria ser dupla. Caso o termo pegue, os dicionários se encarregarão de solucionar o problema. O que pensar desses sinais? São um sintoma de vitalidade da língua. Apenas línguas mortas não estão abertas a neologismos (embora também isso nem sempre seja verdade). Não sei qual foi a palavra do ano em português, mas os números não decepcionam: o Dicionário Priberam publicou um comunicado no qual informa que em 2016 já foram acrescentados 840 verbetes à publicação eletrônica, explicando também os critérios adotados para a inclusão de uma palavra em vez de outra. De fa...
Amor pela língua portuguesa