Brasileiro que fala bem mais cedo ou mais tarde desliza na voz passiva. Não que se trate de erro gramatical: pode ser exagero, pode ser descuido, pode ser uma pequena maldade. A passiva é a forma da dissimulação estudada, das pequenas deselegâncias, da malandragem e do pedantismo. É a luva perfeita para bater na cara dos resignados. É o metro que distancia e justifica a impessoalidade do jornalismo que aposta nos fatos e não nas fontes. Nada contra, o seu uso é legítimo e aprovado pelas normas da língua. Ai de mim, atacar uma passiva! Até gosto, como quem gosta de feijão por força do hábito. Mas é preciso lembrar que nem todo mundo comunica do mesmo mesmo modo: passivo. E mesmo no nosso nobre idioma há quem defenda o uso da voz ativa, direta, sem rodeios, sem elementos ocultos. Seguem três casos em que a passiva aparece com frequência, com comentário e juízo de valor: PARA DAR UMA NOTÍCIA DESAGRADÁVEL É chato, mas às vezes o cartão de crédi...
Amor pela língua portuguesa