A rede está aí. A globalização está aí. A pós-modernidade está aí. Não é opinião, é um fato. Isso significa lidar com uma realidade na qual tudo é colocado em discussão, na qual a informação - correta ou falsa - difunde-se em milésimos de segundo, na qual reina a relativização, e na qual os saudosistas de um mundo linear e hierárquico continuam usando o giz como arma principal. Lembro de uma das primeiras vezes em que apresentei um estudo sobre a pós-modernidade na literatura: um dos professores na banca de avaliação estava chocado. Não entendeu que a pós-modernidade não é uma ideologia, é uma condição à qual se responde literariamente, arquitetonicamente, sociologicamente, economicamente. E as respostas não são unívocas: há respostas que acentuam a distorção de forma irônica, outras reforçam a imagem do mundo que conhecemos hoje e que, graças a essa realidade globalizada, é também um mundo total apenas na aparência. Nunca como hoje as complexidades foram tão intensas, a necessidade...
Amor pela língua portuguesa