Que pessoas não são números todo mundo sabe, embora a crescente digitalização de nossas vidas esteja codificando quase todos os setores de nossa experiência pessoal. Mas que a personalidade seja um fator fundamental na economia poucos estão explorando ainda. Os economistas George Akerlof e Rachel Kranton investiram no estudo do tema e os resultados podem ser vistos no seu livro: "A Economia da Identidade", traduzido em várias línguas, além do português. O que isso tem a ver com a língua? Em primeiro lugar, a língua e o estilo pessoal de cada um são uma marca que caracteriza a nossa comunicação com os outros e influenciam a percepção que os outros têm de nós. Além disso, a própria língua está sujeita a personalidades fortes, que marcam momentos da história introduzindo novas expressões, revigorando velhas expressões ou gerando termos ligados ao nome próprio. No Brasil, por exemplo, as novelas exercem (muitas vezes no mau sentido) o papel de vetor de novas expressões idio...
Amor pela língua portuguesa