Quem vive às margens do Mediterrâneo ou tem nas veias a consciência dos laços ancestrais que ligam culturas aparentemente tão diferentes e profundamente tão humanas sabe que todo dia é dia de respirar, contar até dez e começar de novo. Os nossos hábitos gastronômicos estão aí para mostrar que estamos muito mais perto das culturas "distantes" do que parece. Exemplo? O pastel, unanimidade no Brasil e em Portugal, não é nada mais que uma versão do rolinho primavera chinês, adaptado e ampliado com criatividade e sabor local. O tempura, que comemos nos restaurantes japoneses, é um prato introduzido pelos jesuítas no Japão - vem da expressão "ad tempora quadragesimae" - porque durante a Quaresma não se come carne, mas uma verdurinha preparada de modo caprichado não ofende ninguém... E a panqueca, o que é? Uma transliteração do "pancake"... Depois temos o velho Al... artigo da língua árabe anexada às palavras que absorvemos ao longo do convívio de séculos com a...
Amor pela língua portuguesa