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Mostrando postagens com o rótulo aumentativo

PETROLÃO E OUTROS -ÕES DEPRECIATIVOS DA LÍNGUA

Já tive oportunidade de comentar aqui no blog que o sufixo -ÃO não é utilizado apenas para descrever algo grande, mas para indicar um termo que assume, com o sufixo, um valor negativo. Os sufixos usados para o diminutivo e para o aumentativo são peculiares. Nas gramáticas mais tradicionais, são classificados como flexões do substantivo. No entanto, há uma discussão já bastante consolidada sobre isso: muitos linguistas defendem que os diminutivos e aumentativos são exemplos de derivação, pois não são alterações obrigatórias, como no caso das flexões, que precisam obrigatoriamente ser respeitadas para que não haja erro gramatical. Portanto, o primeiro aspecto interessante a notar é este: os sufixos usados para o diminutivo e para o aumentativo, entrando na categoria das derivações, são um fator de vitalidade para a língua. Embora sejam sufixos que não mu...

APOLOGIA AO PALAVRÃO

Fique claro: a minha alma refinada engole de mau grado grosserias, palavras de baixo calão, vulgaridades, obscenidades, insultos em geral e o que mais possa ser colocado sob o guarda-chuva de “palavrão”. Observe-se também que “palavrão” é um daqueles eufemismos típicos do português: de fato, quando queremos rebaixar alguém de forma sutil (mas nem tanto), usamos o aumentativo: bobalhão, bestalhão, paspalhão, valentão, etc. Trata-se de palavras que passam sem grandes dificuldades pelo crivo dos ouvidos mais delicados. Agora a apologia: o interesse sobre o assunto deriva de uma demanda real, das perguntas diretas que os estudantes fazem sobre o tema, com uma ponta de curiosidade e talvez de prazer em levantar questões constrangedoras e deixar os professores em maus lençóis. Eu não me faço de rogada e enfrento com classe para deixar bem claro que não é qualquer palavra que me assusta. Ao buscar uma resposta bem fundamentada, encontrei um texto do professor Cláudio Moreno, docente da Unive...