Nada é capaz de criar mais polêmica entre os gramáticos, nem de criar maior constrangimento entre os especialistas. O hífen divide, apaixona, põe à prova. Boa parte da briga em torno do Novo Acordo Ortográfico está relacionado ao seu uso ou à sua supressão. E os estudantes, em tudo isso? Ah, os estudantes continuam boiando, como sempre estiveram. Podem decorar e entender o motivo do uso ou da não utilização de um hífen com um radical grego ou latino, mas o problema das palavras compostas continua inalterado: a resposta, em muitos casos, não está ilustrada nas gramáticas, não aparece nos dicionários, pois a língua é rebelde, não obedece a decretos e regras preestabelecidas, e continua a tirar do forno palavras novas, formadas pela conjugação de palavras existentes ou mesmo de neologismos para formar sentidos novos, que representam as experiências que o mundo continuamente nos oferece. Mas quando começa toda essa polêmica? Desde quando usamos o hífen em português? A professora Antônia V...
Amor pela língua portuguesa