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FUTURO E (É) PASSADO DA LÍNGUA PORTUGUESA

E se a reforma levasse a uma simplificação radical, que eliminasse aqueles elementos acrescentados ao longo da história da língua para ajudar o leitor a pronunciá-la corretamente? Refiro-me aos acentos gráficos, cuja razão de ser explica-se fundamentalmente pela existência de um contexto cultural em que uma elite letrada assume a tarefa de guiar o falante (que conhece a sua língua!) na educação à leitura da forma escrita. Considerando (e desejando) o incremento da educação em todas as faixas sociais e a apropriação das variadas formas de expressão da língua (oral, escrita, não-verbal), por quanto tempo ainda sentiremos necessidade dos acentos gráficos? A queda do acento agudo nos ditongos abertos (p.ex. em “assembleia”) é um tímido esforço nesse sentido. O acordo poderia ter ido além nesse aspecto, embora eu compreenda as dificuldades para que isso aconteça em uma cultura extremamente apegada aos hábitos como é a nossa. Proponho uma pequena provocaçã...