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Mostrando postagens com o rótulo uso coloquial

IR: MODOS DE USAR

Fazia tempo que eu não falava dos verbos. É que eles são tão arraigados ao uso que fazemos da língua, que explicitar é quase uma violação da intimidade que temos com as palavras, com o nosso modo de conviver com o idioma. Obviamente, não pretendo com isso dar a entender que não é preciso estudar os verbos. É preciso estudá-los e é um direito tomar posse deles, torná-los nossos, usá-los com toda a propriedade de que dispõem. Usar bem os verbos é como apropriar-se plenamente de uma herança. Não falo tanto dos verbos porque a escola faz isso todos os dias, como um jardineiro paciente, como um precetor cuidadoso. Eu falo dos verbos como um pintor de aquerela sentado na praça: com paixão pelo tempo que corre, pela água que escorre, pelas cores que desbotam indiferentes à beleza do absoluto. Eu falo dos verbos que fazem caretas para os falantes, reinventam-se, vivem porque renascem todos os dias nas nossas línguas. O verbo IR, por exemplo, hoje bateu à porta da minha memória sem ser cha...

ERRATA

Como assinalado por uma estudante no Facebook, a última versão do Aurélio (e também o Houaiss, o Priberam e outros sites de linguistica aplicada) assinala a dupla possibilidade de conjugação do verbo EXPLODIR no presente do indicativo. Eu Explodo / Eu expludo. É um fato interessante, em um panorama em que as formas abundantes tendem a diminuir (vide verbos pagar, gastar, ganhar). É também muito significativo que eu tivesse ignorado essa pequena/grande mudança: eu não traio a minha alma renascentista. Viva a língua viva!