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UMA E OUTRA

Uma coisa é educar Outra coisa é instruir Uma coisa é formar Outra coisa é doutrinar Uma coisa é guiar Outra coisa é restringir Uma coisa é cultivar Outra coisa é podar Uma coisa é aguardar Outra coisa é omitir-se Uma coisa é apostar Outra coisa é duvidar Uma coisa é calar Outra coisa é mentir Uma coisa é falar Outra coisa é proclamar Uma coisa é afastar-se Outra coisa é fugir Uma coisa é dar Outra coisa é apreçar Uma coisa é avaliar Outra coisa é dividir Uma coisa é explicar Outra coisa é ditar Uma coisa é questionar Outra coisa é confundir Uma coisa é estimular Outra coisa é apressar Uma coisa é aceitar Outra coisa é desistir Uma coisa é preparar Outra coisa é treinar Uma coisa é acreditar Outra coisa é influir Uma coisa é cativar Outra coisa é aprisionar Uma coisa ...

O FATOR C - CORDIAL OU CALHORDA?

Recentemente li um artigo comentando o livro do filósofo americano Aaron James, "Assholes: a theory". Uma tradução possível poderia ser: "Calhordas: uma teoria", ou ainda, para ser um pouco mais criativa, "Teoria geral da calhordice". Encontrei um outro blogueiro comentando o livro: para ele a tradução para "assholes" poderia ser "babaca". Está certo, mas, para os meus objetivos, a tradução "calhorda" fornece o elemento perfeito para pensar em outro elemento significativo na cultura brasileira, a cordialidade. Qual é o fator predominante para você? Somos um povo de calhordas ou ainda prevalece o homem cordial descrito por Sérgio Buarque de Hollanda? Para responder às perguntas, vamos às definições. O calhorda é uma pessoa que exige vantagens sistematicamente,   colocando o seu direito pessoal em uma esfera distinta e superior ao da coletividade. A sua convicção impede que leve em consideração o direito dos outros, de fato é...

SE NÃO TEM MACHADO, CACE COM CARPINEJAR

Ando às voltas com a memória. Essa longa quaresma trouxe-me à mente minha avó, as suas expressões arcaicas e belas, que já no meu tempo de menina pareciam palavras erradas. Quando era menina, evitava repeti-las, nem a minha professora usava aquelas palavras! Mas quando descobri a nossa língua velha e mofada, aquela preciosidade que a gente despreza com a inconsciência de quem joga fora uma camisa desgastada, descobri as palavras de minha avó. Eram tantas.  No meio tempo tornei-me professora. E às vezes, para não perder o hábito e conservar a memória, perguntava para a nossa experiente secretária da escola se ela usava esta ou aquela palavra. Cara Nely, que ainda está lá, enquanto eu me encontro agora em outro arraial... A nossa secretária era mineira, minha avó era gaúcha, mas muitas vezes descobri com ela que em termos de tempo a língua é generosa e não faz muitas distinções regionais.  Talvez dessa experiência familiar e da minha natural inclinação para a língua venha...