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Mostrando postagens com o rótulo deônimos

Químicos aprovam nomes dos novos elementos da tabela periódica

Assinalamos uma notícia que anuncia os nomes dos novos elementos químicos da tabela periódica e indica as regras seguidas pela União Internacional de Química Pura e Aplicada para estabelecer as novas denominações. As novas palavras aceitas pela instituição são classificadas como "epônimos". O epônimo é um nome próprio usado para designar outro nome. Em português, usamos genericamente este termo, mas eu prefiro chamar os neologismos formados a partir dos nomes próprios de "deônimos", para marcar que se trata de palavras derivadas. Apenas outra observação, não bem esclarecida no artigo: "Nihon" não é uma simples palavra de origem japonesa (de fato, apenas isso não a caracterizaria como deônimo), mas "Nihon" é o modo mais comum de pronunciar "Japão" em língua japonesa. Isso abre uma outra questão interessante: o fato de muitos países possuírem um nome em língua local e outro ligado ao contexto histórico. Isso ocorre, por exemplo, com...

PROCURA-SE TELÊMACO

Telêmaco? Telêmaco, filho de Ulisses, cansado do assédio à sua mãe (e ao trono de Ítaca), um dia decide meter mãos à obra e ir em busca do pai. Segue o trecho, da ótima edição da Cultrix, em que o rapaz anuncia a sua intenção: É isso aí. Precisamos de telêmacos. É ótimo ter ideias, mas é fundamental colocá-las em prática. É uma pena que a figura de Telêmaco não tenha o mesmo prestígio que a do Mentor (daí o epônimo mentor, em português e em outras línguas neolatinas). Mentor era o tutor de Telêmaco, pessoa de total confiança de Ulisses, como mostra o trecho que dá prosseguimento à fala do jovem: É uma grande falha confundir Mentor com um mentorzinho qualquer. O mundo está cheio de gente que tem opinião sobre tudo, sugestão para tudo e até solução para todos os males. Mas vejam o que diz Mentor diante do vazio de poder que se instalara em Ítaca e do caos que ameaçava Penélope, o filho Telêmaco e, consequentemente, toda a cidade: Mentor não recrimina os pretendentes, que, ...

QUEM É QUEM NA LÍNGUA

Que pessoas não são números todo mundo sabe, embora a crescente digitalização de nossas vidas esteja codificando quase todos os setores de nossa experiência pessoal. Mas que a personalidade seja um fator fundamental na economia poucos estão explorando ainda. Os economistas George Akerlof e Rachel Kranton investiram no estudo do tema e os resultados podem ser vistos no seu livro: "A Economia da Identidade", traduzido em várias línguas, além do português. O que isso tem a ver com a língua? Em primeiro lugar, a língua e o estilo pessoal de cada um são uma marca que caracteriza a nossa comunicação com os outros e influenciam a percepção que os outros têm de nós. Além disso, a própria língua está sujeita a personalidades fortes, que marcam momentos da história introduzindo novas expressões, revigorando velhas expressões ou gerando termos ligados ao nome próprio. No Brasil, por exemplo, as novelas exercem (muitas vezes no mau sentido) o papel de vetor de novas expressões idio...