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O HÍFEN DA DISCÓRDIA

Nada é capaz de criar mais polêmica entre os gramáticos, nem de criar maior constrangimento entre os especialistas. O hífen divide, apaixona, põe à prova. Boa parte da briga em torno do Novo Acordo Ortográfico está relacionado ao seu uso ou à sua supressão. E os estudantes, em tudo isso? Ah, os estudantes continuam boiando, como sempre estiveram. Podem decorar e entender o motivo do uso ou da não utilização de um hífen com um radical grego ou latino, mas o problema das palavras compostas continua inalterado: a resposta, em muitos casos, não está ilustrada nas gramáticas, não aparece nos dicionários, pois a língua é rebelde, não obedece a decretos e regras preestabelecidas, e continua a tirar do forno palavras novas, formadas pela conjugação de palavras existentes ou mesmo de neologismos para formar sentidos novos, que representam as experiências que o mundo continuamente nos oferece. Mas quando começa toda essa polêmica? Desde quando usamos o hífen em português? A professora Antônia V...

BEM-ME-QUER MALMEQUER

       Antigamente se escrevia assim: agora, com o Novo Acordo Ortográfico, continua igual. O uso do hífen é a pedra no sapato para os professores que tentam explicar as novas regras ortográficas. Mas antes, também não era? Era, era. Levante a mão quem era capaz de propor sem pestanejar a correta ortografia de uma palavra nova. Palavra listada em gramática não vale. Aqui a questão é de princípio, não de memória.             O Novo Acordo Ortográfico veio colocar a mão nesse vespeiro. Quais são os critérios que adotamos para utilizar ou não o hífen em português? A questão permenece aberta. Pronto. O problema não está resolvido, mas já temos um ponto de partida.             E nas outras línguas, tudo está certinho, ninguém tem dúvidas? Tem. Em inglês, basta confrontar meia dúzia de jornais cotidianamente para ver como as expressões compostas aparecem n...